Top 2008

Aproveitando que os filmes que estrearam em 2009 por aqui não empolgaram vou tirar o atraso e colocar uma Top 10 dos filmes do ano passado. Esse negócio de classificar filme é uma merda, nunca sai a contento, e se eu repetisse a lista amanhã e outra depois de amanhã com certeza sairia diferente. Então, classificado mesmo, só o primeiro lugar. Do segundo até mais ou menos o 10º, todos me agradaram na mesma quantidade, por isso merecem um comentário rápido. E pra fechar, cito mais uns 15 que merecem ser vistos também.

imnotthere

I’m Not There – Todd Haynes

Original ou não, Haynes foi brilhante em criar um mosaico, que caiu como uma luva para um artista com tantas facetas. Não conheço a vida dele o suficiente para separar no filme a verdade do mito, e nem para entender a simbologia de alguns momentos, e isso até é o de menos. Besteira quebrar o filme pra comparar quem foi o melhor “Dylan” e desmembrá-lo parece tirar todo o encanto da coisa. Apesar de parecer que é uma obra para iniciados, I’m Not There foge do lugar-comum e pode ser apreciado sem ser compreendido, assim como qualquer disco do próprio Dylan.

Once – John Carney

Fui totalmente surpreendido pela linda estória de Hansard e Irglova (no filme não possuem nome), que se descobrem nas ruas de Dublin e buscam na música uma maneira de exorcizar os problemas da vida. Pontuado por belíssimas canções (a que ganhou o Oscar ano passado, por exemplo e acabou gerando um dos grandes momentos daquela noite), o filme é doce e intenso, um não-romance simpático e que enche os olhos.

[REC]  – Jaume Balagueró

O melhor filme de terror que vejo há muito tempo. Não é qualquer filme que me deixa com o cu na mão coração na boca e grudado na cadeira. Tenso, o filme vai aumentando exponencialmente o desespero à medida que o tempo passa$. A cena em que a repórter olha para baixo na escadaria, completamente tomada por “eles”, é de fudê.

Na Natureza Selvagem – Sean Penn

Filmaço dirigido por Sean Penn, que com muito respeito e admiração, narra a fantástica jornada de Chris McCandless, e nos ensina que o destino às vezes um mero pretexto, já que o que importa mesmo é o percurso para se chegar a ele (eu dizendo parece papinho de auto-ajuda, mas veja o filme e você irá entender do que estou falando). E ainda recheada pela ótima trilha sonora feito por Eddie Vedder. Imperdível.

Escafandro e a Borboleta, Julian Schnabel

Schnabel foi genial em nos jogar para dentro do corpo de Jean-Do e simular o tormento das limitações de um corpo inerte, com suas dificuldades e devaneios. A parceria com Mathieu Amalric resultou num trabalho singular e sem cair no sentimentalismo barato.

Wall-E, Andrew Stanton

Dizer que a Pixar fez mais uma obra-prima é chover no molhado. O que diferencia essa animação das outras já realizadas, além da absurda qualidade técnica, é ousadia de desenvolver toda a estória do simpático robozinho sem pressa e sem diálogos e conseguir não ser chato. Só o tempo pode dizer do futuro, mas Wall-E está alguns degraus acima de tudo que já foi feito até hoje, e vai ser difícil tira-lo de lá.

4 meses, 3 semanas e 2 dias, Cristian Mungiu

A sinopse provavelmente o classificará como um drama, mas não caia nessa. O ganhador da Palma de Ouro de Cannes em 2007 é um filme pesadíssimo, que não te dá folga em nenhum momento e te deixa profundamente angustiado. Se você acha que a questão do aborto é a parte chocante da coisa, da missa você não sabe nem a metade.

O Cavaleiro das Trevas, Christopher Nolan

Maior bilheteria do ano, o Coringa, cenas de ação espetaculares, Duas Caras, Heath Ledger, Batman sussurrante, blá-blá-blá….Tanto já foi comentado sobre ele que fica impossível acrescentar algo, mas pra mim o seu grande mérito foi fazer com que eu me voltasse a me interessar por gibis, já que não comprava um novo desde o meu Cebolinha de 1996.

Jogo de Cena, Eduardo Coutinho

Reais ou inventadas? Coutinho brinca com o espectador, nos leva a toda hora questionarmos os depoimentos e mostra-nos que a linha que separa a ficção do documentário é mais tênue do que se pensava.

Ensaio sobre a Cegueira, Fernando Meirelles

Parece que o próprio Meirelles admitiu que pesou a mão, muitos o criticaram pela frieza, mas não consigo imaginar uma maneira diferente de se tratar o assunto, que é assustador pelo que mostra e também por sabermos que o que foi mostrado provavelmente seria a mais pura realidade numa situação parecida. E pra quem fala do climão do filme, saiba que perto do livro do Saramago, ele parece uma comédia-romântica das melosas. Com a Meg Ryan.

Sangue Negro, Paul Thomas Anderson

Outro filme impecável de PTA, que parece não conseguir fazer filme ruim. Épico, grandioso, Sangue Negro é a combinação perfeita de imagem, som e grandes interpretações. Day-Lewis e Paul Dano brilham representando dois dos maiores símbolos americanos e criam uma dezenas de grandes momentos.

Mais alguns….

+ Rambo IV
+ Sweeney Todd
+ Shine a Light
+ Estômago
+ Redacted
+ Desejo e Reparação
+ Senhores do Crime
+ Homem de Ferro
+ Beijos Roubado
+ A Neblina
+ O Orfanato
+ Gomorra
+ Cloverfield
+ A Espiã

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