Melhores filmes?

Para não dizer que não falei deles, eis alguns caracteres sobre os cinco indicados a melhor filme no Oscar desse ano, onde pela primeira vez em muito tempo consegui baixar assistir todos eles antes da premiação acontecer.

O Curioso Caso do Benjamin Button

A expectativa era grande depois de Fincher ter conseguido grande aceitação da crítica com o ótimo Zodíaco. Pena que errou na escolha do projeto, e a refilmagem de Forrest Gump parece um decepcionante passo atrás. Até deu saudades de ver o Tom Hanks jogando ping-pong.

Slumdog Millionaire

Curioso por ser o filme do Boyle que eu menos gosto, e olha que acho até A Praia mazomeno. Mesmo assim, dá pra entender toda a fascinação que o envolveu. Otimista, pra frente, com toda aquela aura de conto de fadas e recheado de Índia for dummies. Não é de todo ruim, mas Ewan McGregor e alguns zumbis fizeram falta.

O Leitor

Foi o que mais me deixou boas lembranças no pós-filme, mesmo que seja claro todos os seus defeitos. Gosto muito da primeira metade, das descobertas e da fixação do menino na Kate Winslet. A história cai quando chega no julgamento e volta a ficar interessante na prisão. Mesmo sabendo da pieguice da gravação das fitas cassete, e que fica até certo ponto incompreensível analisando o que acontece na sequência, me agrada a ambigüidade dos sentimentos de Fiennes pela Winslet (que não convenceu como uma velhinha).

Frost/Nixon

Não sei se é pelo fato dos outros quatro serem pouco interesantes, mas esse é o filme mais surpreendente do grupo. E boa parcela dessa surpresa é por ser um filme do Ron Howard, que segura uma trama difícil com pulso firme, retratando as entrevistas com muita qualidade e por ter conduzido com muita propriedade os ótimos trabalhos de Frank Langella e Michael Sheen. Dá pra ver na web trechos da entrevista original.

Milk

Até parece que Gus Van Sant tinha esquecido como fazer bons filmes numa linguagem mais “convencional”. Mesmo sem me sentir totalmente fisgado, gosto muito de algumas seqüências (como a já famosa do reflexo do apito), da ambientação de época e das interpretações cheias de nuances de Penn e Broslin. Mesmo enfraquecido pelo final, o filme é bom e o que é melhor, ajuda a esquecer que esse Van Sant é o diretor de “Encontrando Forrester”.

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