Melhores 2010

Engraçado que o último post tinha sido exatamente sobre os melhors do ano retrasado. Pelo menos esta saiu em fevereiro e não em abril, como em 2010. Enfim, ficar na desculpa clichê de blogueiro-bissexto não adianta, o que interessa é texto postado, e vamos a ele.

Ainda uso a regra de colocar somente filmes lançados em 2010, mas preciso revê-la mais tarde. Os filmes ainda demoram para chegar no interior (sim, no circuito distribuidor Curitiba infelizmente é uma cidade da roça) e ótimos filmes acabam ficando de fora dessas listas. Mas como o que vale ainda é a regra antiga, ei-la:

10 – A Fita Branca (Das weiße Band) Dir. Michael Haneke, 2009

Perverso e perturbador, e com uma fotografia espetacular, Haneke põe uma lupa em um vilarejo pós-Primeira Guerra para exibir seu já habitual pessimismo com o ser humano.

9 – Mother (Madeo) Dir. Joon-ho Bong, 2009

Mais um inclassificável e surpreendente filme de Bong.

8 – A Rede Social (The Social Network) Dir. David Fincer, 2010

Fincher se redime e mostra o exato momento em que o conceito de “amizade” era redefinido para o século XXI.

7 – A Origem (Inception) Dir. Christopher Nolan, 2010

Supervalorizado pelos excelentes efeitos especiais e pela trama aparentemente complexa, Nolan recicla ideias batidas e cria uma ótima história, que se peca pelo didatismo, também não ofende o espectador.

6 – Vencer (Vincere) Dir. Marco Bellocchio, 2009

A ascensão do fascismo traduzida em imagens. E Giovanna Mezzogiorno. Preciso dizer mais?

5 – O Escritor Fantasma (The Ghost Writer) Dir. Roman Polanski

Grande volta de Polanski com seus filmes claustrofóbicos.

4 – Mary & Max (idem) Dir. Adam Elliot, 2009

Em poucos minutos já me esquecia completamente que estava assistindo personagens de massinha, tamanho envolvimento com a tocante história dos personagens-título. Triste e belo.

3 – A Ilha do Medo (The Shutter Island) Dir. Martn Scorsese, 2010

Um filme irregular onde Scorsese mostra, mesmo entre erros e acertos, o frescor de alguém que filma como se ainda estivesse no começo de carreira nos anos 70.

2 – Tropa de Elite 2 (idem) Dir. José Padilha, 2009

Menos violento, mais complexo e com algumas questões melhores resolvidas, Padilha sobe um degrau e põe o filme no seleto grupo das sequências que são melhores que os originais.

1 – O Segredo dos Seus Olhos (El secreto de sus ojos) Dir. Juan Jose Campanella, 2009

Com a mesma sensibilidade dos filmes anteriores, Campanella passeia com muita desenvoltura entre a comédia, o suspense e o romance. Com um roteiro preciso, a história consegue envolver assuntos tão diversos como a ditadura, sem cair na armadilha de deixá-lo como um filme-político, e uma bela homenagem ao Racing, com um dos planos-sequência mais espetaculares já feitos. Ao contrário do que possa parecer, tudo é colocado é encaixado de forma orgânica, fruto de um excelente trabalho de direção e edição.

Assim como nos anteriores, Ricardo Darín, o ator-fetiche do diretor, faz um trabalho econômico e direto, onde muitas vezes uma troca de olhares substitui páginas de roteiro, principalmente nas cenas feitas com a maravilhosa Soledad Villamil.

Melancólico e nostálgico, Campanella entrega um trabalho único e muito bem acabado, onde não falta nenhum ‘A’.

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