Melhores 2011

Como todos já perceberam há anos, você está diante de um anti-blog. Sem resenhas, comentários, notas, nada, nada e nada. Mesmo assim, se tem UM post que eu insisto em publicar e, digamos, já é tradicional por aqui, é a minha lista dos melhores filmes lançados do ano.

Ano passado foi atípico por uma série de razões, uma delas em especial. A quantidade de filmes vistos ficou abaixo da média, mas mesmo com a minguada programação de Curitiba, que aumenta a quantidade de salas na mesma proporção em que diminui a quantidade de filmes (principalmente os legendados), acho que consegui dar uma boa geral no que rolou no circuito comercial em 2011.

Tive um pouco de dificuldade com a lista, principalmente com as três primeiras posições e as três ou quatro últimas. Fiz a compilação ainda em janeiro, mas como a cada revisão as posições mudam prefiro dizer que a lista é uma fotografia do que acho dos filmes HOJE.

E antes que 2013 chegue, segue a lista.

1) Cópia Fiel (Copie conforme, de Abbas Kiarostami)

Kiarostami desmonta o espectador e nos convida a participar de um delicioso bate-papo entre Binoche e William Shimell, recheados de belas locações e enquadramentos milimétricamente filmados. Em tempos em que o discurso que “nada se cria” é sempre debatido, as questões entre cópia x original não poderiam ser levantadas em uma época mais apropriada. Acertou na veia.

2) Meia-noite em Paris (Midnight in Paris, de Woody Allen)

É a transformação da mais bela das cidade no mais belo dos filmes. É o terreno ideal para Allen trabalhar com as milhares de referências e personagens que cidade possui. É o seu melhor filme fora do seu quintal.

3) A Pele que Habito (La piel que habito, de Pedro Almodóvar)

Mesmo o já batido e surrado tema da vingança é usado com genialidade e abre o leque para levantar questões de sexualidade, ética, identidade e, por quê não?, amor. A reação do público na cena chave do filme foi um dos melhores momentos do ano passado.

4) Árvore da Vida (Tree of Life, de Terrence Malick)

A vida, o universo e tudo mais.

5) Cisne Negro (Black Swan, de Darren Aronofsky)

Depois de mostrar que os brutos também amam em “O Lutador”, o diretor subverte novamente, usa um universo de aparente inocência e tranquilidade para desenvolver um filme claustrofóbico e perturbador.

6) Melancolia (Melancholia, de Lars Von Trier)

Grande filme que sobrevive mesmo com as tentativas (involuntárias ou não) de sabotagem do seu diretor.

7) Namorados para Sempre (Blue Valentine, de Derek Cianfrance)

E pensar que o filme foi promovido como romance…

8) Em Algum Lugar (Somewhere, de Sofia Coppola)

Mais uma grande ficção-autobiográfica de Coppola-filha.

9) Desconhecido (Unknown, de Jaumet Collet-Serra)

Os últimos anos estão se especializando em desperdiçar bons argumentos com filmes de ação medíocres. Finalmente encontramos uma exceção.

10) Bravura Indômita (True Grit, de Ethan e Joel Coen)

Um dos poucos filmes dos Coen Bros. que me agradou merecia estar na lista.

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Uma resposta para Melhores 2011

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