Melhores 2016

Há uns três anos desisti de fazer essas listas de melhores do ano simplesmente pela pela falta de tempo e bagunça que é organizar tudo. Que tipo de filme entra? Só os lançamentos desse ano? E os que eu gostei mas que são do ano passado? E se o filme não foi lançado no Brasil ainda? E se o filme que vi não veio para Curitiba? E os assistidos por outras mídias? E o Netflix?

Enfim, esse ano resolvi relaxar. Meu parâmetro foram os filmes lançados ou disponibilizados no Brasil de 2014 pra cá. Pode ter um furo aqui ou ali, mas paciência. Esse ano também foi meio atípico e vi menos filmes do que o costume, c’est la vie.

Interessante perceber a quantidade de filmes com personagens femininos como (co)protagonistas. Se não fossem os zumbis, os cinco primeiros lugares seriam da mulherada.

Como toda lista digna ela é muito volátil. Provavelmente se for fazê-la novamente a chance de sair alguma coisa diferente é altíssima. Mesmo assim as seis primeiras posições dificilmente mudariam. Os mesmos filmes fariam parte do grupo sétimo-décimo primeiro), mas com qualquer ordem. Dali para baixo a classificação é quase randômica e cada vez que fosse montar a lista saíriam de um jeito diferente. Creed entrou e saiu dos 20 várias vezes.

20 – Creed, de Ryan Coogler
19 – What Happened, Miss Simone?, de Liz Garbus
18 – A Grande Aposta, de Adam McKay
17 – 45 Anos, de Andrew Haigh
16 – Cinco Graças, de Deniz Gamze Ergüven

15 – Spotlight, de Tom McCarthy
14 – Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino
13 – A Visita, de M. Night Shyamalan
12 – O Novíssimo Testamento, de Jaco Von Dormael
11 – Sing Street, de John Carney

10 – O Pequeno Quinquin, de Bruno Dumont
9 – Meu Rei, de Maïwenn
8 – Noites Brancas no Píer, de Paul Vecchialli
7 – Minha Mãe, de Nanni Moretti
6 – Aquarius, de Kleber Mendonça Filho

5 – Invasão Zumbi, de Yeon Sang-Ho
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A gente sabe que a cultura-zumbi está totalmente saturada. Mesmo assim, essa pérola coreana desenvolveu personagens, usou o dramalhão sem timidez, abusou de clichês, fez crítica social e inundou a tela de zumbis utilizando um trem como cenário de um forma tão eletrizante que nem 20 temporadas de Walking Dead vão conseguir igualar.

4 – A Chegada, de Dennis Villeneuve
ARRIVAL

Os haters precisam admitir: para o bem ou para o mal ninguém sai indiferente a um filme do Villeneuve. Hipnotizante, te entrega uma história de uma forma super interessante, sem as explicações-te-chamando-de-burro-a-la-Nolan e com um lindo uso da janela 2:35. Até ia dizer sobre o trabalho da Amy Adams também, mas depois do que o Sérgio Alpendre falou não tenho o que dizer.

3 – O Quarto de Jack, de Lenny Abrahamson
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Principalmente pela claustrofóbica primeira metade do filme, que é perfeita. O ótimo trabalho de direção de ator com Tremblay e a delicadeza em fechar o terceiro ato o torna um pequeno grande filme.

2 – Elle, de Paul Verhoeven
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Verhoeven nos mostrou a personagem mais complexa de 2016 e ainda de lambuja jogou na nossa cara que o ser humano vai muito além do maniqueísmo que costumamos ver no cinema e da divisão coxinha x petralha que a gente vê no Facebook.

1 – Carol, de Todd Haynes1-carol

Uma história contada à partir dos closes, dos reflexos, dos detalhes e da direção de arte impecável. Mais do que uma história de amor entre Mara e Blanchett, “Carol” é a química perfeita de Haynes e o fotógrafo Lachman.

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