American Crime Story – The People v. O.J. Simpson

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Link para a série aqui

No último dia 2 de fevereiro estreou no Netflix uma das melhores séries lançadas ano passado. American Crime Story abordará em cada temporada (o que, na verdade, o categoriza como minissérie, mas que diferença faz?) casos famosos de crimes cometidos nos Estados Unidos. E a estreia não poderia ser melhor: o “julgamento do século” (no caso, passado, já que aconteceu em 1994) de Orenthal James,  ou O.J. Simpson, astro do futebol americano acusado de assassinar a ex-mulher Nicole Brown e de seu amigo Ronald Goldman em 12 de junho de 1994.

Acompanhando o início de tudo é de se duvidar que a história iria se prolongaria tanto. Inúmeras pistas na cena do crime, confusões de informações sobre álibis, registros de violência doméstica cometido por O.J. e o seu próprio carro sujo de sangue deixavam claro que o desfecho parecia ser o mais óbvio. Porém, os 10 episódios (que passam voando) mostram que o que aconteceu com Rodney King e toda a falta de credibilidade da polícia de Los Angeles, somada a histeria pública em acompanhar um crime possivelmente cometido por alguém de projeção nacional e a sede da mídia em vender histórias, transformou o caso num circo que nem o mais criativo dos roteiristas poderia prever.

O elenco é algo a se destacar na série, principalmente o trio de advogados que se enfrentam no caso. Sarah Paulson, que faz a promotora, consegue mostrar a cada episódio o peso do caso nos ombros, a pressão vinda de todos os lugares e a dificuldade em se mostrar forte com todas as desconfianças a sua volta (há, inclusive, um episódio dedicado praticamente a repercussão que sua aparência “causou” na mídia). John Travolta, que vemos lindamente embotocado em HD, gasta toda sua canastrice de forma sobrenatural no papel de Robert Shapiro. Chega a comover. Sterling K. Brown também convence muito mostrando as nunces das reais intenções do advogado-pastor Christopher Darden.

Claro que quanto menos você souber (ou lembrar) da história melhor para se deixar levar pelo surrealismo e pela dimensão que a coisa vai tomando durante os 372 dias do julgamento. Se a série erra em algo é por tentar ser ainda mais espetaculosa do que foi na realidade (como se isso fosse possível), o que acaba resultando nuns excessos aqui e ali. Mesmo assim, os episódios empolgam e conseguem trabalhar muito bem a maioria dos personagens, além de acompanhar tanto o caso em si como o que aconteceu no entorno dele. Um dos melhores se dedica só em mostrar a situação dos jurados do julgamento, por exemplo. Todos que participaram direta ou indiretamente dele foram atingidos pela superexposição e pelo lado mais baixo do “jornalismo”, que surpreende ainda mais por se tratar de uma época pré-internet e pré-TMZ.

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